Cresce a estratégia de acordos entre laboratórios ( Valor Econômico ) PDF Imprimir E-mail
Sex, 30 de Julho de 2010 09:21

30/07/2010 - Assim como os investimentos no segmento de medicamentos genéricos se intensificaram nos últimos anos por conta da queda da patentes de importantes produtos, os acordos de cooperação entre laboratórios para o desenvolvimento de novas drogas deverão se tornar uma tendência e ganhar força no médio e longo prazo, segundo Anthony Farino, especialista no segmento farmacêutica da PricewaterhouseCoopers nos Estados Unidos.

Os investimentos em pesquisa e desenvolvimento das farmacêuticas com foco em inovação são muito pesados e embutem grandes riscos, caso as drogas no "pipeline" (em estudo) não atinjam o resultado esperado.

Nos últimos anos, o setor farmacêutico viveu um forte movimento de consolidação no mercado internacional - o mesmo tem ocorrido nos mercados emergentes, entre eles o Brasil, que virou alvo das grandes multinacionais. Essas operações de fusões e aquisições devem continuar nos próximos anos, mas não mais tão focadas em grandes corporações, mas em laboratórios especializados.

Segundo Farino, a definição de inovação mudou. Os laboratórios já traçam suas estratégia para o médio e longo prazo. Muitas empresas estão voltadas para biotecnologia e medicina personalizada. Os investimentos do setor também apresentam uma mudança geográfica significativa. Laboratórios asiáticos começam a ganhar maior importância na área de inovação - tradicionalmente esses aportes estavam concentrados em companhias com base nos EUA ou países da Europa. "As empresas voltadas somente para o segmento genérico não vão sobreviver no longo prazo, se não fizerem apostas também em inovação."

 


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